Recentemente foi publicada a 3ª Edição da Revista Visão Ágil que contou com um artigo meu intitulado "Aperfeiçoamento de Projetos Ágeis - Uma Visão Sistêmica". O artigo foi dividido em duas partes. Nessa primeira parte, eu falo um pouco sobre os aspectos teóricos que circundam o processo de aperfeiçoamento contínuo que se estabelece em um projeto ágil. Na segunda parte, falarei sobre formas e modelos de aperfeiçoamento para uso na prática. Alguns trechos do artigo que acho serem importantes para discussões sobre o tema:     - Sobre o ciclo Especulação, Colaboração e Aprendizado do Jim HighSmith no contexto do auto-aperfeiçoamento.  "No contexto do aperfeiçoamento contínuo, a percepção adequada desse entendimento gira em torno de  saber que para ter um processo que seja melhor hoje do que ontem, é necessário (1) especular sobre algo que precisa ser melhorado  (2) colaborar para que tal melhoria seja alcançada e (3) aprender e incorporar a melhoria conquistada." - No fundo... "...o processo de melhoria contínua gira em torno de, dentre outras coisas, buscar melhores maneiras de (1) aumentar  a quantidade do tempo em que a equipe está envolvida com atividades que geram valor para o cliente por meio de software funcional; e (2) de aumentar a qualidade do tempo em que a equipe está envolvida com atividades que visem garantir as condições de segurança, estabilidade funcional, compreensibilidade e manutenibilidade do software que está sendo desenvolvido."      - O PDCA e seu padrão sistêmico "Em projetos ágeis, é o padrão sistêmico de adaptação e aperfeiçoamento que faz a equipe controlar o processo, evitando que o processo controle a equipe.  Entender o ciclo PDCA e identificar seu funcionamento dentro do projeto é fundamental, pois ele estabelece esse padrão sistêmico cujo resultado é a incorporação de pequenos elementos de controle sobre a complexidade do projeto. É o padrão que garantirá a sustentabilidade do projeto a longo prazo." - O entendimento da Toyota "A Toyota (...) enxerga o rendimento de um sistema (no nosso caso de um projeto) segundo uma rede complexa de influência dos chamados “elementos de avaliação primários” (...) Em seu modelo de melhoria contínua (o kaizen), toda e qualquer ação de resolução de problemas é executada por meio do entendimento de suas influências nos elementos de avaliação primários."  - A relação entre qualidade e aperfeiçoamento contínuo "A qualidade é como um fluido que deve ser colocado para lubrificar cada engrenagem do processo. Uma engrenagem sem o fluido será um potencial ponto gerador de defeitos."   Ao fim do artigo, eu tento descrever um cenário real onde o entendimento sistêmico poderia criar um diferencial na hora de se colocar em prática questões de aperfeiçoamento. Mas aí é melhor ler o artigo para saber exatamente do que esse exemplo trata.  A idéia da segunda parte desse artigo é entrar nos modelos utilizados para auto-aperfeiçoamento atualmente. Descrever práticas de retrospectiva e as práticas utilizadas pela Toyota para fazer essa roda de melhoria contínua girar a favor do projeto.   Espero que seja útil para aqueles que querem implantar um poderoso ciclo de melhoria contínua em seus projetos. 

Posted by: alisson.vale
Posted on: 1/28/2008 at 7:03 PM
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Categories: Projetos Ágeis
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